quinta-feira, 14 de maio de 2015

5 Anti-inflamatórios naturais para tratar a dor articular

5 Anti-inflamatórios naturais para tratar a dor articular
A inflamação do joelho devido ao desgaste da articulação ou as dores nos dedos das mãos e pés são processos comuns que quase sempre nos obrigam a recorrer a remédios para eliminar o incômodo.
Pois bem, você sabia que existem anti-inflamatórios naturais maravilhosos que podem aliviar a dor articular de forma muito eficaz? Obviamente, sempre devemos seguir, em primeiro lugar, as receitas e recomendações médicas, mas quando estiver em casa e sentir a necessidade de tomar um calmante ou o clássico ibuprofeno, experimente antes estes anti-inflamatórios naturais. Você vai ver como eles oferecem um alívio quase imediato!

 1. O alecrim

alecrim
O alecrim é uma erva aromática e medicinal muito comum na dieta mediterrânea, que oferece um sabor característico aos pratos e que, além disso, é muito utilizada em todo tipo de remédio caseiro. Você sabia que ele possui uma propriedade que o torna capaz de agir da mesma forma que um remédio calmante? É ótimo para reduzir todo tipo de dor articular.
Isso ocorre, basicamente, pelo fato da sua composição possuir ácido ursólico, que combate de forma muito eficaz este tipo de infecção que se produz ao redor das cartilagens ou nas articulações das mãos e dos joelhos. Tudo isso sem provocar nenhum efeito colateral.
Toma nota de como você pode se beneficiar dele:

Ingredientes

200 gramas de alecrim
2 copos de água (400ml)

Como preparar

O único passo a ser seguido é fazer uma infusão. Quando a água estiver fervendo, adicione os ramos de alecrim para que as propriedades dele sejam destiladas durante 20 minutos. Passado este tempo, reserve e deixe descansando. Você pode tomar 2 copos por dia.

2. Cavalinha

erva
Você pode comprar a cavalinha em farmácias e em lojas de produtos naturais. Ela é maravilhosa, pois além de ter se estabelecido como um dos melhores anti-inflamatórios naturais, é uma planta que nos aporta diversas vitaminas e minerais. Como tomá-la? Fazendo uma infusão, duas vezes ao dia. Certamente ela vai cair muito bem!

3. O açafrão (ou cúrcuma)

curcuma
Já falamos algumas vezes sobre o açafrão (também chamado de cúrcuma) em nosso espaço. Esta especiaria originária da Ásia dá uma cor atraente a nossas refeições, e também é fabulosa para tratar a dor articular. Não hesite em experimentá-la antes de recorrer ao ibuprofeno quando estiver sentindo dor.
Graças às suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antioxidantes, ele combate muito adequadamente todos os processos infecciosos que nosso corpo pode sofrer, além de ser capaz de desintoxicar qualquer tecido ferido. Para aproveitar os benefícios do açafrão, você pode preparar uma infusão da seguinte maneira:

Ingredientes
  • Uma colher de açafrão (20 gramas)
  • 3 copos de água (750ml)
  • 3 colheres de mel (60 gramas)

Como preparar

Começaremos esquentando a água. Quando você perceber que ela começou a ferver, acrescente a colher de açafrão. Você verá que, imediatamente, a água vai adquirir uma coloração amarelada muito forte. Permita que a água se mantenha em ebulição durante 10 minutos para, depois, deixar que ela repouse. Qual o próximo passo? Coe o conteúdo e adicione as três colheres de mel. Podemos ir bebendo com regularidade ao longo de todo o dia para tratar a inflamação e a dor articular. Muito fácil!

4. O gengibre

gengibre
Estamos certos de que você já imaginava que o gengibre ia aparecer nesta lista. Esta raiz medicinal é, possivelmente, um dos melhores anti-inflamatórios naturais, muito adequado também para tratar os processos relacionados com a dor articular.
Por isso, nos dias em que estiver sofrendo de dor, não hesite em preparar o seguinte remédio.

Ingredientes

200 gramas de raiz de gengibre ralada
2 copos de água (400ml)
2 colheres de mel

Como preparar

Assim como nos exemplos anteriores, iremos fazer uma infusão com a planta medicinal. Neste caso, quando a água estiver fervendo,acrescente o gengibre para que fique cozinhando ao longo de 20 minutos. Passado este tempo, deixe que repouse por 10 minutos para, depois, coar o conteúdo.
O passo seguinte será adicionar as duas colheres de mel. Como você pode ver, o mel é um ingrediente imprescindível neste tipo de remédio já que, graças a suas propriedades naturais, ele também combate muito eficazmente todo tipo de dor articular. Lembre-se de beber dois copos por dia. Certamente este remédio dará um bom resultado.

5. A linhaça

linhaca
Você pode encontrar sementes de linhaça facilmente em lojas naturais especializadas. Elas não são caras e atuam como anti-inflamatórios naturais. Pois bem, você sabe por que elas são adequadas para tratar eficazmente a dor articular?
  • Por sua composição à base de ômega 3 de origem natural.Graças a isso, fortalecemos nosso sistema imunológico e ajudamos nosso corpo a combater estas infecções que se criam ao redor das articulações. Vale a pena lembrar que, na hora de tomar ômega 3, sempre será mais recomendável que seja de origem vegetal e que, se ele proceder de gorduras animais, conseguiremos exatamente o efeito contrário, ou seja, “nos inflamarmos”.
  • Como tomamos as sementes de linhaça? Iremos ingerir duas colheres diariamente (aproximadamente 40 gramas). Você pode consumi-las de forma natural ou adicionando-as a saladas, mas nunca as cozinhe, pois neste caso perderemos grande parte deste ômega 3, e além disso, a digestão poderá ser prejudicada. Por isso, lembre-se: tome-as de forma natural todos os dias, como estas vitaminas às quais nos acostumamos e que tanto cuidam de nós.
Sempre será mais adequado recorrer primeiro a estes anti-inflamatórios naturais do que ao ibuprofeno. No entanto, siga sempre todas as recomendações que forem passadas pelo seu médico.

Fonte: Melhor com Saúde

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Médico de Florianópolis receita plantas medicinais para curar doenças

Médico de Florianópolis receita plantas medicinais para curar doenças Betina Humeres/Agencia RBS

Alecrim para curar depressão, manjericão para uma boa digestão, hortelã para desobstruir o nariz e matar os vermes, babosa para melhorar a pele e lavanda para relaxar. Estes são alguns dos "remédios" receitados para quem passa por uma consulta com o doutor Murilo Leandro Marcos, 30 anos, médico da família no Centro de Saúde da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. 

Já na recepção os pacientes têm a disposição um vaso cheio de ervas, folhas e frutas que tem o poder de curar e prevenir doenças. Grande parte é plantado e colhido no jardim da unidade, um trabalho conjunto realizado entre o médico, funcionários do posto e a comunidade local, que existe há cerca de três anos, mas voltou com força total em 2014. Na plantação é possível encontrar couve, beterraba, hortelã, alecrim e outras plantas e flores. As folhas que caem de uma árvore próxima são aproveitadas para manter a terra úmida. 

O consultório do médico meio hippie — diz brincando — tem paredes lilás, plantinhas, mel, mandala na parede e um ouvido aberto para escutar as dores do corpo e da alma de cada paciente. A medicina praticada por doutor Murilo na unidade desde 2011 é centrada nas pessoas:

— Cada caso é avaliado individualmente, vejo todo o contexto, a família, o local onde vive. Com isso busco um equilibro entre a medicina tradicional e a moderna, e a cultura do bairro aceita muito bem. Os remédios tradicionais têm muitos efeitos colaterais, e as pessoas já viram que um chá pode ser muito potente — explica. 

As práticas integrativas desenvolvidas na unidade são todas regularizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do médico e da equipe é transformar o posto em exemplo para todo o Brasil:

— Os moradores podem fazer acupuntura e outras terapias alternativas, participar de grupos de gestantes, fumantes, e isso envolve toda a comunidade. Futuramente queremos construir uma tenda de integração no espaço que temos no jardim, e a associação de moradores já avisou que vai contribuir — conta.

Fonte: Diário Catarinense

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Seu corpo registra energeticamente sua historia de vida

Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.
Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.
É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup.
Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.
Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!
Pés, as nossas raízes
 “Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup.
Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”
 “A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”
Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?
Tornozelos, a possibilidade de ir em frente
Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.
Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
Joelhos, o apoio para dar e receber colo
A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.
Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
Genitais, a energia de vida
O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”
Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?
Ventre, o centro processador de emoções
Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.
Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?
Coração e pulmões, o pulso vital
Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração.  Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.
Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.
Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?